Na manhã de 25 de Agosto de 1988, Lisboa acordou de luto. Havia deflagrado nessa madrugada um enorme incêndio na Rua do Carmo que, por ser reservada a peões e inacessível aos carros dos bombeiros, depressa ganhou gigantescas proporções, consumindo a maioria dos edifícios nessa rua e vários da Rua Garrett. Além de lojas e escritórios foram destruídos também muitos edifícios do século XVIII, parte do nosso património.
20 anos depois, já completo o projecto de renovação… pouca coisa mudou. Diria até que piorou. Se passearmos pela Baixa, verificamos que o “fogo” já se estendeu até à Rua da Imprensa Nacional no Príncipe Real, engolindo pelo caminho todo o Chiado e o Bairro Alto. Em contra-partida tornou-se um ponto de encontro para a aristocracia lisboeta.
Passo-me a explicar… tal como se formos beber um copo ao Bairro Alto à noite, se durante a tarde decidirmos ir beber um café à Brasileira depois do trabalho, podemos reparar no público flamejante que por ali circula.
Ainda mais surpreendente é a quantidade de condessas e baronesas que frequentam esta carismática zona de Lisboa. Ok… trabalham numa loja de roupa ou num call-centre e não têm onde cair mortas, mas mesmo assim brasonadas!
That’s All
O.


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